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terça-feira, 5 de junho de 2018

Quatro em cada dez brasileiros não separam o lixo orgânico do reciclável, aponta pesquisa do Ibope.

Quatro em cada dez brasileiros (39%) dizem não separar o lixo orgânico do reciclável e 76% não fazem a separação por tipo de material, revelou uma pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira (05), Dia do Meio Ambiente. Quase um terço (28%) não sabe identificar por cores as lixeiras para coleta seletiva.
Apesar disso, 88% concordam totalmente que a forma correta de descartar o lixo é separando os materiais que podem ser reciclados, e 95% acham que a reciclagem é importante para o futuro do planeta. Ainda que 56% dos ouvidos afirmem que existe coleta seletiva nas suas cidades, 50% dizem não utilizar nenhum serviço desse tipo.
Um outro estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) no ano passado revelou que uma parcela de 13% do lixo sólido é reciclada no País, mesmo que 30% a 40% desses resíduos sejam recicláveis.
Desinformação
Ainda segundo o estudo, 45% dos entrevistados têm alguma dificuldade em encontrar informações sobre coleta seletiva onde moram e 39% também têm alguma dificuldade para encontrar informações sobre reciclagem nos rótulos dos produtos. “Em todos esses índices, aqueles que separam o lixo têm maior nível de informação do que os que não separam, apontando problemas de informação”, destacou Soraia Amaral Silva, gerente de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência.
Além disso, 59% dos pesquisados dizem saber pouco ou nada sobre reciclagem e 65% afirmam o mesmo sobre a coleta seletiva. Outros 26% concordam total ou parcialmente que o lixo não é mais um problema seu depois que ele é jogado fora. A desinformação, porém, não é o único obstáculo, pondera Soraia. A pesquisadora destaca que existe um “caminho entre informação e ação”, percorrido por cada indivíduo de acordo com as razões culturais ou senso de coletividade.
“A distância entre informação e ação pode ser vista, por exemplo, na concordância com a frase ‘Um canudo a mais não fará diferença no mundo’: 79% dos que separam o lixo discordam da frase, versus 69% dos que não separam. Há diferença no nível de informação/consciência, mas a maioria em ambos os grupos discorda que não haja impacto, mas na hora da ação em suas casas têm posturas diferentes”, diz. O levantamento ouviu 1,8 mil pessoas por telefone, entre 25 e 30 de maio, e foi encomendado pela Ambev.
ONU
A ONU (Organização das Nações Unidas) escolhe anualmente, para o Dia do Meio Ambiente, um tema relacionado às questões mais prementes da atualidade. Em 2018, o mote é Beat Plastic Pollution (Combater a Poluição Plástica, em tradução livre).
A poluição causada pelo descarte de objetos de plástico é um dos grandes desafios da atualidade. De acordo com a ONU, são necessários pelo menos 450 anos para que uma garrafa de plástico se decomponha e desapareça do meio ambiente.
Em todo o mundo, 1 milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto. Todos os anos são usadas até 500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis. Apenas na última década, foi produzido mais plástico do que em todo o século passado. Todos os anos são utilizados 17 milhões de barris de petróleo para produzir garrafas plásticas. No total, metade do plástico utilizado é de uso único.
Levando-se em conta que a taxa média global de reciclagem desses produtos é de 25%, isso significa um volume enorme de lixo plástico descartado nos oceanos. Estima-se que pelo menos 8 milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos mares anualmente, onde sufocam os recifes de corais e ameaçam a fauna marinha vulnerável.
O Sul.

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