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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Militares estaduais farão novo protesto na segunda-feira.

Policiais e bombeiros militares, da ativa e reserva, se reuniram nessa quinta-feira, 14, em protesto frente ao crescente índice de violência no Rio Grande do Norte. Com as fotos dos 15 policiais assassinados este ano nas mãos, o grupo seguiu em caminhada e carreata do cruzamento das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira até a Governadoria, no Centro Administrativo do Estado. Além dos militares, estavam presentes familiares das vítimas e trabalhadores da segurança privada. Na segunda-feira, 18, um novo ato ocorrerá.
“Os policiais e bombeiros, responsáveis diretos pela segurança da população, se dedicam para oferecer segurança aos potiguares. No entanto as condições de trabalho pioram cada vez mais, o que tem refletido nos recorrentes casos de assassinato de policiais. A corporação já está escassa. Somente na Polícia Militar temos o déficit de mais de cinco mil policiais. E como não se bastasse, tem de lidar na luta diária com viaturas sem manutenção, comprando o próprio fardamento, equipamentos defasados. Reitero a afirmativa: para proteger, os policiais precisam estar protegidos pelo Estado”, aponta o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN).
Ao término do ato, ainda em frente à Governadoria, foi reforçada a convocação dos policias e bombeiros militares para estarem presentes no local na segunda-feira (18), às 9h. O objetivo é cobrar do Executivo o cumprimento dos itens não efetivados do Termo de Compromisso e Acordo Extrajudicial firmado em janeiro deste ano. Já foi protocolado pelas associações representativas dos policiais e bombeiros militares o pedido de audiência com o governador do Estado no dia.
“Cobramos o cumprimento deste Acordo junto ao Governo do Estado, mas cobramos também o Legislativo, o Judiciário e o Tribunal de Contas do Estado, que são autoridades e podem criar medidas eficazes para combater a violência no RN. Nós, militares estaduais, estamos prontos para o trabalho. Mas as autoridades integrantes desses quatro poderes, ao se omitirem da responsabilidade, puxam o gatilho que matou os policiais”, ressalta o presidente da ASSPMBMRN.
Entre as demandas em atraso de cumprimento está o pagamento do décimo terceiro salário; atualização do subsídio; a majoração do vale alimentação (atualmente com valor defasado em R$ 10); renovação do fardamento (visto que a última compra foi realizada em 2015); reforma e ampliação das unidades policiais; manutenção de viaturas; retirada dos policiais militares das unidades prisionais. “O Governo se comprometeu com a categoria, ainda em 2017, que retiraria os policiais lotados atualmente nas penitenciárias logo após o concurso e efetivação de novos agentes penitenciários. O concurso foi realizado, os novos agentes estão ativos. Porém, mais de 500 policiais militares continuam em desvio de função”, critica o subtenente.
Acordo
O Termo de Compromisso e Acordo Extrajudicial foi pactuado no dia 10 de janeiro deste ano, após a categoria dar início ao movimento “Segurança com Segurança”, onde policiais e bombeiros seguiram à risca a Legislação Brasileira e as normas das Corporações (Policia Militar e Corpo de Bombeiros) quanto ao uso de equipamentos e procedimentos para o trabalho.
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