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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Moradores do sertão potiguar pedem ‘chuva’ de presente de fim de ano.

Sem água nas torneiras, moradores de Santana do Matos enfrentam fila para pegar água nos chafarizes espalhados pela cidade (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Maria Rocha é costureira e tem 63 anos de idade. É avó de 22 netos e mãe de 11 filhos. Mas, presente de fim de ano, ela só quer um: “que chova bem muito”. Vasilhas, baldes, garrafões e tambores de água marcam o lugar dela na fila. Com as torneiras vazias, é precisa recorrer a chafarizes para ter o que beber.
Sem chuvas, o Açude Rio da Pedra, que abastece o município de Santana do Matos, está praticamente seco (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Maria mora em Santana do Matos, na região central potiguar. A cidade tem pouco mais de 13 mil habitantes, e entrou em colapso no abastecimento faz um mês. “É um sofrimento sem fim. Nossa virada de ano vai ser de oração e fé. Que Deus nos ajude, pois precisamos muito que volte a chover”, disse ela, repleta de esperança.

Na cidade, o G1 encontrou outra Maria. Além do mesmo nome, as dificuldades e os sonhos também são iguais. Disse ela:

Santana do Matos entrou em colapso no dia 23 de novembro, quando a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) interrompeu o abastecimento e suspendeu a cobrança das contas. Isso aconteceu porque o Açude Rio da Pedra, que tem capacidade para 12 milhões de metros cúbicos de água, praticamente secou. O pouco de água que resta, não presta para o consumo. Nem peixes têm mais.
Aposentado, José Ferreira de Medeiros precisa fazer muito esforço para passar o dia inteiro levando baldes de água para casa (Foto: Anderson Barbosa/G1)
G1 RN.

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