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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Seis senadores já são réus da Operação Lava-Jato no Supremo. A lista acaba de receber Aécio Neves.

Com a decisão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de tornar réu Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção passiva e obstrução da Justiça, nessa terça-feira chegou a seis o número de senadores que são alvos de ações penais na Corte em decorrência da Operação Lava-Jato e de seus desdobramentos.
Além do parlamentar tucano, o Senado tem agora em sua “galeria” de réus no Supremo os integrantes Fernando Collor (PTC-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Romero Jucá (MDB-RR), Agripino Maia (DEM-RN) e Valdir Raupp (MDB-RO).
Aécio Neves
Então presidente nacional do PSDB, Aécio Neves foi acusado em junho do ano passado, em denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F (controlador do conglomerado empresarial JBS/Friboi), em troca de favores políticos. Também pesa contra o político mineiro (derrotado pela petista Dilma Rousseff no segundo turno da eleição de 2014 ao Palácio do Planalto) a acusação de tentar obstruir o andamento da Operação Lava-Jato.
Fernando Collor 
Ex-presidente da República (1990-1992) e pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2018, Fernando Collor (PTC-AL) foi acusado de receber mais de R$ 30 milhões em propinas por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis. Ele é réu na Corte máxima do País pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa e também é alvo de outros cinco inquéritos no âmbito da Lava-Jato.
Gleisi Hoffmann
Presidente nacional do PT, a paranaense Gleisi Hoffmann é a primeira senadora a se tornar ré no STF, ela é acusada de receber propina de R$ 1 milhão, com dinheiro desviado da Petrobras, para a sua campanha eleitoral de 2010. Acusações: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além disso, Gleisi é alvo de outro inquérito na Lava-Jato e de uma segunda denúncia, também relacionada à força-tarefa.
Romero Jucá
Segundo a denúncia, Romero Jucá (MDB-RR) pediu uma doação de R$ 150 mil à Odebrecht para a campanha eleitoral de seu filho Rodrigo Jucá em 2014, então candidato a vice-governador de Roraima. Em troca, a empresa esperava que Jucá a beneficiasse durante a tramitação de duas medidas provisórias no Congresso Nacional. O líder do MDB no Senado é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e alvo de outros 12 inquéritos no Supremo (seis deles no âmbito da Lava-Jato), tendo sido denunciado quatro vezes pelo MPF )(Ministério Público Federal).
Agripino Maia
De acordo com a PGR, Agripino Maia (RN) teria recebido da construtora OAS mais de R$ 650 mil em sua conta bancária pessoal, no período entre 2012 e 2014. A pedido do senador, a empreiteira também teria doado R$ 250 mil ao seu partido, o DEM, como contrapartida por favores de Agripino – ele teria ajudado a OAS a destravar repasses do BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para construir a Arena das Dunas, estádio que sediou partidas da Copa do Mundo de 2014 em Natal. Ele é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em um caso também desmembrado da Lava-Jato.
Valdir Raupp
O sexto nome desta lista é Valdir Raupp (MDB-RO), acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido propina de R$ 500 mil. Essa quantia teria sido disfarçada de doação oficial para a sua campanha ao Senado em 2010. Com isso, tornou-se réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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