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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Janot seguiu rastro de telefonemas de Gleisi e Paulo Bernardo.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot seguiu o rastro das ligações telefônicas do ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Lula e Comunicações de Dilma) para fechar a denúncia que apresentou ao STF contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) – e o próprio Paulo Bernardo – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Janot e sua equipe vasculharam os extratos telefônicos de Paulo Bernardo, de Gleisi e do PT no Paraná para concluir que em 2010 a campanha da senadora recebeu R$ 1 milhão – valor, segundo o procurador, que teve origem no esquema de propinas instalado na Petrobras por organização criminosa.

“Os dados de ligações telefônicas realizadas e recebidas por terminais vinculados a Paulo Bernardo revelam uma gigantesca quantidade de contatos mantidos entre o denunciado e terminais associados à campanha eleitoral de Gleisi Hoffmann”, aponta Janot.

A Procuradoria sustenta que o então ministro solicitou a quantia em favor da mulher diretamente ao engenheiro Paulo Roberto Costa na época diretor de Abastecimento da Petrobras e um dos articuladores do esquema de corrupção na estatal indicado pelo PP. Preso em 2014, Paulo Roberto fez delação premiada. O doleiro Alberto Youssef, que também fez delação, operacionalizou o pagamento. Segundo Janot, ele administrava o ‘caixa de propinas do PP de onde saíram os valores em questão’.

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